Histórias



Burt Munro, Neozelandês obstinado a ponto de levar uma vida inteira em busca de um sonho.
Existem coisas na vida que não tem explicação, o fascínio por algo que se torna a busca da felicidade,é provar que somos capazes, enquanto os outros nos chamam de loucos. Burt Munro foi esse homem, aquele que podemos dizer: “O homem e sua máquina”. Uma Indian que foi adquirida em 1920 quando ele tinha 20 anos de idade e desde então modificações começaram a mudar o homem e sua maquina.


      305.89 km/h (190.07 mph), a maior velocidade oficial gravada



      Cinco anos antes ele já pilotava uma moto Douglas que havia comprado, mostrando a sua paixão por motocicletas. The World´s Fastest Indian que na tradução para o português significa ‘A Indian mais veloz do mundo’ foi o filme que contou um pouco da vida desse incrível homem.  Desde então foram 20 anos de modificações até bater seu primeiro record de velocidade em 1938 na Nova Zelândia. Depois disso, nas planícies de Sal ele tentou por 10 vezes até chegar ao seu record, que até hoje não foi superado por nenhuma Indian na categoria até 1.000 cc.                        





Em 1962 estabeleceu um record mundial de 288 km/h (178.97 mph) com seu motor de 850cc. Em 1966 estabeleceu um record mundial de 270.476 km/h (168.066 mph) Em 1967 correu com seu motor a 950cc e estabeleceu o record de 295.44 km/h (183.59 mph). Para qualificar fez um percurso em sentido único de 305.89 km/h (190.07 mph), a maior velocidade oficial gravada em uma motocicleta Indian. O registro não oficial da velocidade é 331 km/h (205.67 mph) Em 2006 foi incluído no hall da fama da motocicleta de AMA “AMerican Motorcycle Hall of Fame.

No Brasil, o filme com o nome de ‘Desafiando os Limites”, nos faz pensar  um pouco mais que viver vale a pena. Munro decide viajar aos Estados Unidos em busca de um record, que não foi batido até hoje em uma Indian. Ele bateu os incríveis 190,07 milhas, que para nos exatos 305 kms por hora, no famoso deserto de sal Bonveville, em Utah, aonde qualquer amante da velocidade sonha em pisar. Burt Munro homem de caráter e determinação que morreu em 1978, como exemplo a ser imitado até hoje. Aos 78 anos de vida




Ainda hoje existem adeptos a essa categoria que faz dessa moto ainda mais fascinate



     Semana da velocida em Bonneville Salt Flats em Utah



                                                                        Indian 1941






Uma inspiração instantânea provocada pela leitura de um excelente artigo publicado  no ViagemdeMoto.com acabou me levando ao sótão dos meus pensamentos, de onde busquei avidamente um velho álbum do meu pai, nos seus bons tempos de motociclista. O artigo do inglês Paul Gander (clique aqui para conhecer) que mexeu com o imaginário de milhões de jovens, também lançou uma centelha avivadora em outros que tiveram como eu a oportunidade de testemunhar, mesmo ainda moleque, uma época de ouro para os amantes do motociclismo. Uma época em que algumas dezenas de marcas internacionais, das mais variadas procedências, circulavam no país livres de taxas de importação, animadas pelo desenvolvimento industrial, desde o pós-guerra de 1945. A moto aliada à necessidade popular de um meio de transporte econômico e resistente às insipientes estradas daquela época parecia ser a solução para uma nova era que despontava na busca de liberdade e aventura, impraticáveis durante o longo período da guerra.


Meus pais, onde tudo começou, literalmente


Anos 50, em passeio com amigos Indaiatuba, SP

DKW 250cc 2 T. Detalhe do avanço manual do lado direito do tanque

Desfile cívico em Sorocaba, SP

Jawa 350cc ano 1956

Meu pai à esquerda e amigos em Jundiaí, SP

O grupo liderado pela Indian 1200cc . No centro a NSU 500cc e meu pai com a Saroléa 350cc . As pequenas viagens do meu pai e seus amigos, pelo que lembro e também pelas fotos que pude rever, não passavam da nossa região, geralmente incluíam  Itapetininga, Angatuba (sua terra natal), Jundiaí, Campinas, Itapeva e outras poucas localidades.

Minha mãe treinando numa Indian

Minha mãe e meu irmão, hoje professor de mecânica de motos


Última foto do meu pai com a Jawa 1960 estilizada, com meu filho no colo e ao lado meu irmão Gerson

Embora os passeios que fiz com meu pai fossem poucos e nunca ultrapassarem os limites de Sorocaba, (ele era reticente à ideia de levar uma criança na garupa) por outro lado meu tio Benito tinha prazer em me levar em sua Csepel quase todos os domingos e sempre escondido do meu pai... Era uma moto de procedência húngara fabricada em 1947, portanto ainda de "rabo-duro", o que poderia de certa forma explicar minha "resistência gluteal" para as longas viagens. A poderosa do tio Benito tinha uns 10 anos de uso e mesmo funcionando parada, aquela monocilíndrica de 250cc tinha uma batidona gostosa que ecoava no peito, em compasso com meu coração acelerado pelas primeiras emoções motociclísticas. Daí nem precisa ser nenhum Freud para explicar minha paixão pelas motos.
Nota: para situá-lo no tempo e espaço, meu pai faleceu em 1987 e minha mãe em abril deste ano, aos 84 anos.
                                                                                                              Adilson Karafá





Como o próprio nome indica, o Mototurismo é um conceito de viagem cujo meio de transporte é a moto, e caracteriza-se essencialmente pelo espírito de aventura, liberdade e descoberta. O fenômeno sócio-economico e cultural do mototurismo (como o conhecemos hoje) ocorre a partir do final da decada de 60 e início dos anos 70.


LA PODEROSA II, EM 1952



No entanto em 1950 já o ícone Che Guevara tinha feito a sua viagem começada de moto e terminada a pé, pelas províncias argentinas de Tucumán, Mendoza, Salta, Jujuy e La Rioja, na qual percorreu diversos resorts Andinos. Não foi propriamente uma viagem de turismo, mas foi com certeza uma das primeiras grandes viagens feitas numa moto. E Che volta a repetir a façanha em 1952. Com Alberto Granado, parte numa grande viagem pelo continente, de Buenos Aires a Caracas, na velha moto do companheiro, uma Norton 500 cc, fabricada em 1939 e apelidada de La Poderosa II. Esta viagem deu em livro "De moto pela América do Sul", mais tarde em Filme, "Diários de Motocicleta" (Walter Salles 2004).Na segunda metade da década de 60, a indústria motociclística inicia o lançamento de modelos que aliam motores mais potentes com design, conforto com autonomia, levando os consumidores a participar de um novo conceito no universo motociclístico. Assim, andar de moto deixa de ser apenas uma modalidade desportiva ou um mero transporte citadino. Começa aqui uma nova cultura e o surgimento de expressões ligadas ao mototurismo: Aventura, liberdade, prazer e descoberta.
Este é o momento em que o mototurismo ganha seu espaço no século XX.

"LONG WAY ROUND", A MAIS MIDIÁTICA


De todas as viagens mototuristicas, talvez a mais midiática é a que o ator Ewan McGregor e o amigo Charley Boorman fizeram em 2004: decidiram sair de moto de Londres (Inglaterra) até Nova Iorque (EUA), atravessando a Europa, Ásia e América do Norte, viagem a que deram o sugestivo nome "Long Way Round".
Em 2007 reuniram a mesma equipe e fizeram o "Long Way Down", saindo de John O'Groats (Escócia) até a Cidade do Cabo (África do Sul), descendo a Europa e a África!
A partir de último terço do século XX o equipamento motociclistico começa a desenvolver-se tecnologicamente, com novos materiais a aparecer no mercado, mais confortáveis e mais seguros.
O Mototurista é no geral uma pessoa de espírito aberto, aventureiro e adaptável a todas as situações. Entre o viajante solitário ou aqueles que viajam em grupo, o objetivo é sempre percorrer quilômetros para conhecer profundamente todos os lugares e gentes por onde passamos.
Atualmente existem no mercado várias marcas e modelos de motocicletas denominadas de Grandes Turísticas(GTs), que tornam possível cada vez mais e melhores viagens, permitindo percorrer grandes distâncias com conforto.
Seja qual for o modelo ou marca que tenhamos, viajar de moto é, sem dúvida, uma experiência única e inesquecivel, que nos leva por caminhos que de outra forma nunca os conheceriamos. A grande vantagem de viajar de moto em comparação com um automóvel, é que de carro podemos apreciar a paisagem, mas de moto sentimo-nos como fazendo parte dela.
Por isso, pelo menos uma vez na vida, experimente fazer uma viagem de moto, nem que seja pequena. Vai ver que nunca mais a vai esquecer!
fonte:






Tendo uma origem muito humilde assim que começou a ganhar algum dinheiro como cantor, Elvis começou a realizar alguns antigos sonhos de consumo. Embora fosse louco por carros, Cadillacs em especial, ele tinha também verdadeira adoração por motos. Como era um jovem de bom gosto assim que lhe caiu em mãos seu primeiro grande pagamento da Sun Records Elvis foi até um loja de Memphis especializada de propriedade de Tommy Taylor para comprar sua primeira moto, uma Harley-Davidson, é claro. Já naquela época a marca era um dos símbolos do país. Possante, barulhenta e com força, a Harley era o sonho de todo jovem aspirante a se tornar um clone de Marlon Brando em seu papel no filme “O Selvagem”. 

A primeira Harley-Davidson de Elvis foi um modelo Harley 165. Ele fez um financiamento e a adquiriu em suaves prestações de US$ 47 dólares mensais. Essa era considerada uma moto de viagem, que tinha grande autonomia, podendo se deslocar por grandes distâncias sem grande consumo de combustível. Certamente Elvis ao comprá-la pensava em utilizar a moto para suas turnês, pelo menos quando se deslocava a cidades próximas a Memphis. A idéia não era do agrado de Gladys, sua mãe, que definitivamente odiava motocicletas pois tinha medo de que seu filho viesse a se acidentar. De qualquer modo Elvis ficou por longo período com a Harley 165. Muitas vezes gostava de viajar com ela ao lado do carro de sua banda, já que Elvis adorava a experiência de ir de cidade em cidade pilotando sua possante Harley-Davidson. Assim ele poderia facilmente se imaginar na pele de seus ídolos James Dean e Marlon Brando. Imagine você numa cidade do interior dos EUA na década de 50 vendo Elvis Presley montado em uma Harley para fazer um show em sua cidade natal. Nada mal não é mesmo? 

fonte: http://elvispresley-pabloaluisio.blogspot.com.br





É uma pena, mas é cada vez mais raro ver uma moto 2 Tempos pelas ruas. Essa foto me foi enviada pelo email. Jô Soares sem capacete numa DT 180 (1987). Eram outros tempos, bons tempos ....

http://fbmmotos.blogspot.com.br





2 comentários:

  1. Parabéns. Belas fotos e lindos comentarias.

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  2. Parabéns pelas fotos e a historia,viajei pelo tempo.

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